Diante do aumento de casos da Covid-19, diversas cidades brasileiras voltaram a recomendar o uso de máscaras para conter o avanço do vírus
As já conhecidas medidas individuais e coletivas de proteção contra o coronavírus voltaram a ganhar força nas últimas semanas com a proliferação crescente da sublinhagem BQ.1, variante da Ômicron.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), que monitora com frequência as diferentes linhagens, aponta que essa nova cepa já foi detectada em 65 países, incluindo o Brasil, e apresenta uma prevalência de 9%.
No dia 12 de novembro, o Ministério da Saúde divulgou uma nota alertando sobre o aumento de pessoas infectadas e reforçando o uso de máscaras. Somente entre os dias 6 e 11 de novembro foram notificados 57.825 casos e 314 mortes causadas pelo coronavírus, um acréscimo de 120% em relação à semana anterior, de acordo com a entidade.
Desde o dia 25 de novembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também tem cobrado o uso da máscara de proteção em aeroportos e voos no País, assim como nos transportes públicos de diversas cidades.
A correta higienização das mãos, o uso do álcool em gel 70%, a ventilação e desinfecção adequadas dos ambientes e o distanciamento de pessoas sintomáticas também estão sendo reforçados pelos órgãos de saúde.
Doença ainda é grave para alguns
É importante lembrar que a vacina e o uso da máscara não são apenas medidas de proteção individuais, mas também coletivas. Os especialistas afirmam que desta vez não se trata de uma variante mais forte ou mortal do vírus, mas que tem por característica uma maior transmissibilidade. Por isso o cuidado, especialmente com os mais vulneráveis, como imunossuprimidos, pessoas com doenças crônicas, idosos e gestantes.
Aglomerações em locais fechados
Festas, eventos culturais e shows realizados com maior frequência no final do ano contribuem com a propagação da doença. Transportes públicos e locais com pouca ou nenhuma circulação de ar natural também possuem grande incidência de contaminação. Se você não tem como evitar esses ambientes, o uso de máscaras e a vacinação em dia continuam sendo as principais armas.
Quando nos protegemos dessas formas e mantemos os hábitos de higiene adequados contribuímos para diminuir a circulação do vírus e, assim, proteger também quem não consegue responder adequadamente à doença. Cuide de você e de todos os que estão ao seu redor!